sábado, 31 de julho de 2010

Sem palavras :'(


Minha dor hoje é tão intensa, que acho que a alegria é uma doença e a tristeza é minha única saúde!!!





A tristeza invade e toma conta do tempo.

As palavras que me ocorrem são melancólicas e viradas do avesso da alegria, que normalmente, consomem o ar que respiro.

Mas hoje, nuvens negras, pairam no meu sentir, provavelmente irá chover no meu contentamento, senão faço o treino do pensamento matinal, sim esse em que arrumo as gavetas da nostalgia e calo o teu silêncio, com as palavras da memória, com o teu olhar que habita no meu ser...

Essa tristeza que me consome os sentidos é acompanhada pela ausência de palavras.

Mas tudo é efémero, até a minha tristeza...


sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Decepção…


Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?

A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristece, me deita abaixo, me impede de continuar, me bloqeia.

Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente nos bate à porta?

Será um problema de ansiedade, de querermos que tanto se realize, que tanto aconteça?

Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos fazer?

Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?

Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?

Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas?

E acordar depois de uma decepção?

Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhar uns olhos decepcionados,….

E depois, muitas vezes voltar ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…..

Reagir…. Como se faz para 'Re Agir'? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos Lindos, Contentes, Sorrizinhos, Arranjados, Elegantes, Perfeitos, e todos nos pedem, “Vá reage, faz qualquer coisa, tens de melhorar! Lá estás tu com o teu péssimismo!…”. E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso!”. E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estomâgo, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz “Que não é nada!”. Não é nada???! Mas não percebem, que para nós É TUDO! Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicárdia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que nos sufocam e nos cegam? Pois, não vêem isto?Faltam as lágrimas? Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros….. Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto….





Deixem-nos enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixem-nos enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir, deixem-nos cair no chão (não nos levantem, por favor!), de pernas e braços abertos deixem-nos gritar, gritar muito para que saiam os espíritos malígnos que nos envenenam, deixem-nos enlouquecer, perder o juízo, falar sózinhos, deixem-nos sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixem-nos estar sós, desgrenhados e sem comer, deixem-nos fugir (não vão à nossa procura, por favor!) e se quisermos deixem-nos morrer.

Te ver e não te querer ♪


Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ah! Como é bom poder te amar ♫


Ah! O AMOR... Um sentimento tão sublime e ao mesmo tempo, tão mal definido no conceito das pessoas. Seu significado foi distorcido pelas novidades do momento, que na atualidade, as pessoas se relacionam não por sentimento, seja ele amor, paixão... Relacionam-se principalmente (infelizmente também) por interesses materiais e algumas dessas pessoas ainda teimam em chamar isso de amor.
Não entra na minha cabeça esse conceito moderno de amor, onde a traição virou modismo e item de um relacionamento. Não quero um amor moderno pra mim... Quero um amor com aquela afeição profunda ao outro, a ponto de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, aquela dedicação extrema e carinhosa... Onde eu me sinta segura para proporcionar ao amado, segurança também. Se esse amor será verdadeiramente correspondido? Impossível saber. O importante é sentirmos a essência do amor... E essa é uma só: Ser feliz e fazer alguém feliz também.
Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor a vida, amor espiritual... Esse último é muito lindo, onde conhecermo- nos ao avesso, só de nos olharmos. Com tantas ‘maneiras’ de se amar, paro para tentar distinguir qual desses eu sinto por você.


Acho que é um pouquinho de cada um desses. Só quero que você saiba de uma coisa: Você tem me feito muito, mas muito feliz só pelo fato de existir em minha vida e estar ao meu lado.





By: Ciça

From: Alguém que sabe que é especial!

Pensa em mim que eu to pensando em você ♫


“Pensa em mim que eu to pensando em você e me diz o que eu quero te dizer, vem pra cá, pra ver que juntos estamos e te falar mais uma vez que te amo...” ♫

QUEM FOI QUE DISSE QUE PRA ESTAR JUNTO PRECISA ESTAR PERTO?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ciúme y)


“Pessoas exuberantes, que brilham, alegres, vistosas, que são notadas onde chegam, costumam atrair companheiros ciumentos.
— Por que será?
— O ciumento é alguém que se julga menos do que os outros e tenta aparentar o que não é. Para isso se torna perfeccionista, não se permite errar, gosta de ser notado. É comum apaixonar-se por quem tem brilho próprio, representa tudo que ele gostaria de ser. Não se satisfaz com um relacionamento normal, quer mais, quer para si as qualidades que vê no outro. Como isso é impossível, sente-se inseguro, tem medo de perder, e isso se torna verdadeira obsessão.”


Ninguém é de Ninguém - Zíbia Gasparetto

Chocolate é Mágico!!!




Chocolate é mágico.
Abre sorriso,
Traduz desejos,
Une pessoas,
Traz alegria,
energia...




domingo, 18 de julho de 2010

Amar é Libertar-se do Medo


Já reparou na quantidade de vezes em que se sente vítima do mundo em que vive? Dado que a maioria de nós percepciona muito do que nos rodeia como desequilibrado, somos tentados a sentirmo-nos irremediavelmente presos numa armadilha. Quando permitimos a nós mesmos pensar que vivemos num ambiente hostil onde temos de sentir medo de sermos magoados ou vitimizados, só nos resta sofrer.
Para alcançar a paz interior de forma consistente, te­mos de percepcionar um mundo onde todos são inocentes.
O que sucede quando escolhemos ver os outros como isentos de culpa? Como podemos começar a olhá-los de forma diferente? Para começar, poderíamos ter de ver tudo o que constitui o passado como irrelevante, excepto o Amor que experienciámos. Poderíamos escolher ver o mundo pela janela do Amor e não pela janela do medo. Isso significaria que então optaríamos selectivamente por ver a beleza e o Amor no mundo, as forças das pessoas e não as suas fraquezas.

Aquilo que vejo fora é um reflexo daquilo que comecei por ver dentro da minha própria mente. Projeto sempre sobre o mundo os pensamentos, sentimentos e atitudes que me preocupam. Posso ver o mundo de forma diferente alte­rando a minha mente sobre aquilo que quero ver.


"Amar é Libertar-se do Medo", Gerald G. Jampolsky


sexta-feira, 16 de julho de 2010


Obrigada meu Deus , obrigada!...
Por tudo que me tens proporcionado
Momentos de grande alegria
E de tristeza que tenho passado!...

Sei que tudo que vem do Senhor
Não é à toa , tem um significado
Só peço que me dê sempre clareza
Para aprender o que é ensinado !...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Você já amou? ♥~




“Você já amou?


É horrível, não? Você fica tão vulnerável.


O amor abre o seu peito e abre o seu coração e isso significa que qualquer um pode entrar em você e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, para que nada possa lhe causar mal. Aí uma pessoa idiota,, entra em sua vida. Você dá a essa pessoa um pedaço seu, e ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa besta como beijar você ou sorrir, e de repente sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e lhe deixa chorando na escuridão. E então uma simples frase como “talvez devêssemos ser apenas amigos” se transforma em estilhaços de vidro rasgando seu coração. Isso dói. Não só na sua imaginação ou mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma verdadeira dor-que-entra-em-você-e-o-destroça-por-dentro. Nada deveria ser assim, principalmente o amor.

Odeio o amor".

Rose Walker, em Sandman – The Kindly Ones

~~

A dor é INEVITÁVEL, o sofrimento é OPCIONAL!!




DEFINITIVO!

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?


O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional….


Carlos Drummond Andrade

Amor Incondicional !?



E o que significa este Amor Incondicional?

É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão... é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego... dar valor ao que realmente tem valor,

é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais;

é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano...

é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos,
entregando a Deus, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução,
a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório... é só uma pequena viagem.

Mantermos sempre na nossa mente, no nosso espírito, a visualização da nossa grande meta, que é o amadurecimento da nossa alma, o atingirmos a consciência maior, a lucidez da vida... e é isto, somente isto que verdadeiramente importa.

Com esta visão, com esta postura, caminhamos com leveza, com soltura, com alegria, com aceitação e tolerância... pois as emoções são ilusões, a dor é ilusão, a caminhada terrena é ilusão, o humano é ilusão... Deus é Real. O Divino é Real. A Consciência é Real. O Espiritual é Real. A Morte é ilusão do ego mas é Real, pois é a passagem para o Plano Real.

Amar incondicionalmente é amar além, apesar das ilusões, é amar sem esperar retorno, pois o retorno real é Divino, o retorno real é a simples alegria de expressarmos o amor. A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor.


♥~Gentileza Gera Gentileza~♥





Ensianava com insistência:

Em lugar de “muito obrigado“, devemos dizer “agradecido” e, em vez de “por favor“, devemos usar “por gentileza“, porque ninguém é obrigado a nada, e devemos ser gentis uns com os outros e nos relacionar por amor, e não por favor.

A religião não faz do homem um grande espírito, mas Deus nos faz todos irmãos





“Ser católico ou protestante, espírita ou muçulmano, não importa.

Antes de qualquer coisa, devemos nos preocupar em sermos cristãos nas pequenas práticas diárias e no amor dispensado, incondicionalmente, a qualquer irmão, até em pensamento.


A religião não faz do homem um grande espírito, mas Deus nos faz todos irmãos.”

Indecisões


Um dia eu quero ser legal,

outra hora busco a petulância.


Num momento busco-me dentro da seriedade,

por outro instante me remeto ao debochado.


Um dia eu quero estar apaixonada,

no outro eu quero a leveza do coração vazio.


Num momento eu almejo a determinação,

no outro segundo eu me permito à queda.


Um dia eu desmonto em lagrimas,

no outro eu quero o sorriso sincero.


Num momento eu espero carinho,

num milésimo eu quero o total desapego.


Um dia eu quero te agradar,

no outro convém agradar somente a mim.

Mais ou Menos ♥~






A gente pode morar numa casa mais ou menos,


numa rua mais ou menos,


numa cidade mais ou menos,


e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos,


comer um feijão mais ou menos,


ter um transporte mais ou menos,


e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos…



TUDO BEM!




O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum…
é amar mais ou menos,
sonhar mais ou menos,
ser amigo mais ou menos,
namorar mais ou menos,
ter fé mais ou menos,
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.



Chico Xavier

Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

Abrir seus Olhos ♥


Não adianta esperar atitude de quem não tem
Não é ele quem vai estar lá quando você precisar…
Não adianta esperar pelo trem que já passou
Um dia eu paro você, vou te fazer enxergar
Abrir seus olhos e fazer
você enxergar quem eu sou
Abrir seus olhos pra você gostar de mim como eu sou
Acorda para ver que eu só te quero bem
Deixa a chuva te avisar que o sol vai brilhar pra você
Eu pude contemplar sua beleza enquanto você sorria
Eu que não sabia que o amor era simples e pleno
Fico feliz de estar vivendo e aprendendo
Então deixa a chuva te avisar que o sol vai brilhar pra você…

Charlie Brown

SANTOS & LOUCOS


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Desejo menos “normalidade” e mais felicidade a todos…
Menos padrão e mais emoção…
Menos hipocrisia e mais honestidade…
Menos exclusão e mais justiça…
Menos preconceito e mais aceitação…
Menos egoísmo e mais solidariedade…

Sitam-se mais.
Vivam muito.

E complementem-se a mando de seus corações.

Cultivar amigos é preservar a vida!”

A Lição das Águias


1 – A águia é bonita, atrativa, perspicaz. Mas não é simplesmente pela sua beleza natural. É porque ela tem a capacidade de se auto-avaliar e se reciclar constantemente. Chega um certo tempo de sua vida em que as penas da águia envelhecem e já não voam tão bem e nem são mais tão bonitas. Então ela sobe até um alto monte e arranca todas as penas velhas até que as novas nasçam novamente e ela consiga voar melhor e ficar mais bela.

LIÇÃO: Muitas vezes nós estamos cheios de “penas velhas” que precisam ser arrancadas de nossa vida para darem lugar a uma nova beleza, para melhorar nossa performance, para sermos melhores pessoas, e nem sempre temos esta capacidade de nos auto-avaliar e reconhecer aquilo que precisa ser mudado.

2 – Há uma época da vida da águia em que o seu bico apodrece, envelhece de forma que ela não consegue mais pescar bem ou emitir os mesmos sons… sabe o que ela faz? Ela vai até uma grande pedra e bate com o seu bico velho na pedra até que ele se quebre e caia e dê lugar a um bico novo.

LIÇÃO: Nossa tendência é manter o mesmo “bico velho”, não queremos mudar nosso discurso, não queremos evoluir nossas idéias, mudar nossos pensamentos não queremos espelhar um novo sorriso ou emitir sons mais belos. Usamos as mesmas frases feitas, as mesmas palavras amargas, ou dizemos “nasci assim já estou muito velho para mudar” ou “eu sou assim mesmo e pronto” … Muitas vezes estamos precisando de um bico novo! Para viver uma nova realidade de vida.

3 – A águia é uma das poucas aves, se não a única que não anda em bandos… ela voa solitária e não acompanha bandos por isto é capaz de estar sempre subindo….

LIÇÃO: Não que sejamos uma ilha no oceano, alheios e alienados do mundo das pessoas, mas às vezes precisamos ser solitários em nossos conceitos e pensamentos para não seguir apenas por seguir a multidão, o que a massa pensa. Precisamos ter identidade própria, idéias próprias para estar sempre subindo… mesmo sabendo que precisamos uns dos outros para viver.

4 – Quando uma águia sente que o vento está muito forte ela dobra os joelhos e não tenta lutar contra o vento, ela deixa o vento lhe levar com a ajuda do vento ela consegue voar melhor.

LIÇÃO: A maior demonstração de humildade de um indivíduo é quando ele se ajoelha. Às vezes é preciso ser humilde para reconhecer que precisamos “deixar o vento levar”, que é mais fácil lutar a favor do que contra. Ser humilde não para concordar com tudo, mas para saber quando estamos precisando da ajuda “dos ventos”, das situações. Ou apenas ter paciência de esperar passar a tempestade.

Autor desconhecido

Suicídio


O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte. Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo. O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.

A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.

No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.

Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.

Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.

Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut.

Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.

Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.

A Idade de ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.